Localizado no sítio da Portela do Carrazedo, perto da aldeia de Arcas, este monumento foi intervencionado nos finais dos anos 50 do séc. XX por Albuquerque e Castro (Castro, 1958) e em 1999 por uma equipa de arqueólogos da empresa Arqueohoje, Lda (Santos et alii, 2001 e 2010-2011).Estes estudos permitem-nos hoje caracterizar este sepulcro como um dólmen de câmara poligonal alongada, de configuração sub trapezoidal.
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De 11 esteios e corredor de médias dimensões com 3,90 m de comprimento. Pouco diferenciado em planta e em alçado, este dólmen apresenta ainda 5 esteios conservados na câmara e 14 no corredor. A mamoa bem conservada apresenta 18m de diâmetro no eixo este/oeste e 17,40 m no eixo norte sul.
Trata-se, deste modo, de um monumento com características arquitetónicas pouco comuns no megalitismo regional. A intervenção de 1999 permitiu colocar a descoberto as estruturas na área fronteira ao corredor que indicam complexos rituais fúnebres neste espaço
O espólio neste dólmen exumado é arcaico e reduzido, sendo constituído por micrólitos, lâminas, machados e poucos fragmentos cerâmicos. Este conjunto artefactual indicia um momento antigo do megalitismo que rondará os finais do 5º milénio (cerca de 6.000 anos).
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Um outro aspeto peculiar deste monumento foi o achado de uma pedra em granito por Albuquerque e Castro no interior da câmara funerária com 13 cavidades com a forma de calotes de esferas (Castro, 1958). A funcionalidade desta peça, para já única do género, deve prender-se de certo com rituais que se efetuavam no interior do monumento.
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Este monumento pode ser visitado através do percurso pedestre “Rota do Megalítico” (PR5)