Este é o dólmen mais emblemático do concelho de Sever do Vouga. É grande (mega), e está completo, sendo o único que ainda preserva chapéu da câmara e com corredor de acesso. Este dólmen insere-se numa necrópole que conta atualmente com 12 monumentos mais ou menos visíveis. O Dólmen da Pedra da Moura 1 terá sido edificado no Neolítico Final, há cerca de 5000 anos. Este dólmen encontra-se inserido numa necrópole de mais 12 túmulos, mais ou menos visíveis.
Este dólmen, com cerca de 5 mil anos, é o monumento megalítico (mega=grande; litos=pedra) que apresenta melhor estado de conservação de Sever do Vouga. Tem uma câmara sepulcral onde eram enterradas as pessoas com os seus objetos do dia a dia, constituída por nove esteios encimados por um grande “chapéu”, com 14,5 toneladas.
O acesso far-se-ia por um corredor com cerca de quatro metros e meio, também ele coberto por lajes. Conserva ainda a mamoa, constituída por terras e rochas e é delimitada por um anel de pedras.
Dos materiais recolhidos, que podem ser vistos no Museu Municipal, destacam-se as pontas de seta, lâminas e lamelas feitos em sílex e quartzo. Um outro aspeto interessante, são os vestígios de motivos gravados que se encontram na zona esquerda do esteio de cabeceira: dois círculos gravados no intervalo dos quais surge uma linha horizontal serpentiforme. (monumento classificado pelo IPPAR. Dec. N. º29/90 de 17/07 de 1990 como IIP – Imóvel de Interesse Público)
Uma curiosidade reveladora dos conhecimentos da astronomia dos homens de há 4/5 mil anos, é o facto de o esteio central estar rigorosamente voltado para nascente, para o ponto em que o sol nasce no solstício de verão, no dia maior do ano (dia 21 de junho).”
Recomenda-se uma visita ao Museu Municipal que dedica uma boa parte à arqueologia e a este período.
Monumento sinalizado, devidamente identificado e que faz parte do PR8 – Trilho da Pedra Moura