Monumento pré-histórico, extremamente raro no país. Composto por mamoa e anéis de contenção, com montículo artificial feito exclusivamente por pedras de dimensão média e grande (Cairn). Cronologicamente, poderá datar-se em torno do último quartel do IV milénio a.C.
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Anel lítico de contenção periférica, concêntrico à câmara, que é poligonal regular, de seis esteios in situ, aberta para um corredor de acesso composto por 15 esteios, dos quais 13 in situ, de média dimensão com uma laje de fecho na extremidade de câmara alongada, tendencialmente SUB trapezoidal, com pelo menos 12 esteios in situ preservados no lado Norte, e corredor de médias dimensões, talvez com sete esteios de cada lado, ligeiramente diferenciado em planta e com uma altura mais ou menos constante relativamente à câmara, já que o esteio da cabeceira se apresentava profundamente enterrado no solo de base. O acesso ao interior do sepulcro, centrado, a descoberto far-se-ia através de dois espaços: o átrio e o “corredor Intra tumular”
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O espólio exumado durante os trabalhos arqueológicos caracteriza-se pela presença de micrólitos geométricos e lâminas em sílex, cristais de quartzo, 2 pontas de seta também em quartzo, 1096 contas de colar, discoidais, em xisto, uma conta de coloração avermelhada cuja matéria-prima se desconhece e alguns fragmentos cerâmicos. Este pacote artefactual marcado pela substancial presença de micrólitos e de lâminas, contas em xisto, pouca cerâmica e poucas pontas de seta, aponta para uma fase antiga do megalitismo regional, talvez dos inícios do 4º milénio a. C.
Este monumento faz parte do percurso pedestre “Rota do Megalítico” (PR5).