A tradição municipalista portuguesa reservou às Câmaras Municipais, até ao século passado, o direito e a responsabilidade de disporem de cadeias próprias.
Na maior parte dos casos, as cadeias funcionavam nos baixos dos Paços do Concelho ou de outros edifícios municipais. Noutras situações, bem mais raras, foram construídos edifícios expressamente para essa função. Foi o caso da Cadeia de Constância, um dos poucos que subsistem em Portugal.
Construção da primeira metade do século XVIII ou mesmo anterior, foi cadeia concelhia até à implantação da República. Nessa altura, estando muito degradada e não oferecendo condições para o fim a que se destinava, tanto de higiene como de segurança, a Câmara resolveu mudar os presos e vendê-la em hasta pública, em 1914, por 100 escudos.
Durante quase um século, o prédio serviu de arrecadação e continuou a degradar-se, até que o município decidiu readquiri-lo e proceder à sua recuperação.
Importante peça do património arquitetónico municipal, o edifício conserva a memória da antiga cadeia e readquire dignidade, como espaço aberto e de cultura no centro histórico de Constância.
Sem informação.
Fonte: http://www.cm-constancia.pt/index.php/pt/visitar/patrimonio#antiga-cadeia