Conjunto de moinhos, construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que no nosso país, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem. Até aí era quase exclusivamente realizada pelo esforço do homem ou do animal, esmagando o cereal primeiramente entre duas pedras e recorrendo depois ao pilão e ao gral.
A invenção dos moinhos de água (azenhas) abriu uma nova era na moagem, atividade antes realizada pelo moinho-a-braços. Estes moinhos comunitários pertenciam ao Rei e declarava-se que metade do seu rendimento seria para a Coroa.
Localizam-se ao longo da antiga levada da Víbora, formando um conjunto arquitectónico de grande importância e de extraordinária beleza.
Com objetivo de valorizar e promover a identidade e as potencialidades do concelho de Cabeceiras de Basto, nasceu ainda nesse lugar a Casa do Pão e o Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem.
Estas duas intervenções, pretendem fomentar a presença humana nesta área de montanha, dando a conhecer aos cabeceirenses e visitantes a riqueza e as mais-valias da floresta e, ao mesmo tempo, preservando e perpetuando os usos e costumes desta Terra de Basto, sensibilizando, ainda, a população para a defesa da floresta e do meio ambiente.
O Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem é um local onde o visitante pode ficar a conhecer a biodiversidade do concelho de Cabeceiras de Basto, designadamente a fauna (animais) e a flora (plantas) existente neste território.
São uma homenagem aos agricultores, à gente da serra e a todos aqueles que trabalharam, durante anos e anos, na floresta, preservando-a e valorizando-a.
Neste local de excelência, está ainda instalado o Posto de Fomento Cinegético, com produção de perdizes, codornizes e coelhos, que tem como objetivo o repovoamento da Zona da Caça Municipal.
Possui uma área de merendas e uma praia fluvial.
Fonte:https://cabeceirasdebasto.pt/turismo-moinhos-de-rei