A ermida de Nossa Senhora da Graça, situada numa zona de areais, hoje coberta por pinhal, foi erguida em meados do século XVIII, perto de um local que possuía uma nascente de água, que servia para saciar a sede e refrescar os muitos viajantes que passavam na antiga estrada real que seguia para Melides.
O templo está classificado como Monumento de Interesse Público e delimitada a Zona Especial de Proteção.
O templo, de arquitetura religiosa, barroca, rococó, popular, vernácula, é um pequeno santuário rural de peregrinação, de uma nave antecedida por nártex, totalmente abobadado, encimado por coro alto, nave e capela-mor mais estreita, à esquerda a sacristia e escadas de acesso ao púlpito e coro alto.
Foi construído segundo a tipologia corrente de gosto popular, com uma forte autonomia de volumes funcionais e panos de parede brancos animados apenas por cunhais, socos e moldurações pintadas. O alçado principal, mais ao gosto erudito e rico de pormenores decorativos, denota uma vivacidade e elegância compositiva típica do rococó.
A qualidade arquitetónica geral do conjunto, enriquecido por elementos decorativos de grande qualidade, de que se destacam os azulejos da capela mor com cenas da Anunciação e da criação de Adão por Deus Pai, que podem ser atribuídos à oficina do pintor Francisco Jorge da Costa e o retábulo de talha dourada e policromática e a nobilíssima imagem da Senhora da Graça, do século XVIII, a qual apresenta um raro e tocante pormenor: o Menino encontra-se suavemente adormecido ao colo de Sua Mãe.
A sua arquitetura exterior é marcada por valores de sobriedade e elegância, destacando-se a galilé e o frontão apontado ao céu.
À direita do templo encontra-se a casa de romeiros.
A Fonte da Nossa Senhora da Graça, construída em alvenaria e cantaria, destina-se a perpetuar e a glorificar as virtudes medicinais da água, considerada milagrosa.
Fonte: https://www.santoandre.pt/patrimonio/78-patrimonio-historico/1077-ermida-da-nossa-senhora-da-graca