Pensa-se que Igreja da Misericórdia, terá sido construída nos finais do século XV ou nos meados do início de XVI (altura em que o manuelino se afirmava).
Está classificada como Monumento de Interesse Público desde 2013.
A Igreja sofreu a sua primeira reedificação em 1678, seguindo-se outra após o terramoto de 1755, pela mão do provedor Miguel Inácio Falcão Beja, o qual lhe inverteu a orientação. Em 1895, foi incendiada, mas tal facto não trouxe modificações importantes para o templo.
No conjunto da sua frontaria, onde antigamente estava situada a capela-mor manuelina, destaca-se o alto portal e o janelão barroco – onde foi colocada uma cruz de trevo e um medalhão em forma de coração, com as cinco chagas de Cristo-, a par da desenvolvida e larga escadaria de acesso, lajeada com vários fragmentos de lápides sepulcrais.
No alçado lateral esquerdo, foram construídos três interessantes arcobotantes, dois dos quais servindo de moldura a um ornamentado portal Manuelino, onde se salienta a presença de motivos vegetalistas, nomeadamente alcachofras, que representam a ressurreição de Cristo. Segundo alguns historiadores, terá sido esta a porta principal do templo.
O alçado posterior voltado para a Praça Conde do Bracial, integrou a capela –mor setecentista – saliente do corpo da igreja e coberta por um telhado de duas águas- a sacristia, com acesso à capela –mor e à capela do Senhor dos Passos
No interior encontramos o retábulo da capela-mor, o altar e as maquinetas com as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, o arcaz da sacristia e o batistério que possui um nicho com a imagem de São João Baptista.