Este templo foi edificado pouco depois da criação da freguesia de S. Simão do Nesperal (séc. XVI) pelos seus moradores
A Igreja tinha quatro altares, onde se veneravam as imagens de S. Simão, Nª Sr.ª. da Soledade, S. Brás, Santo António, Espírito Santo, Nª Sr. ª da Piedade, Nª Sr. ª do Rosário e S. Miguel.
Em 1787 houve obras no telhado e na torre do relógio. Porém, no ano de 1824, a população do Nesperal pediu ao Grão- Priorado do Crato o «conserto e reedificação» da sua igreja matriz, «a qual se acha no mais deplorável estado de ruína, e a próxima a demolir-se de todo, pela falta de emadeiramentos e reparos, que muito precisa». A intervenção avançou no ano seguinte.
A igreja possui um admirável espólio onde se destacam três tábuas do pintor Gonçalo Prego, com molduras de talha epimaneirista lavrada e dourada, representando, respetivamente, S. João Batista, o Agnus Dei e D. Nuno Álvares Pereira que data do século XVII. A imagem de D. Nuno Álvares Pereira segue, segundo os autores Vítor Serrão e Ana Maria Farinha, o estilo retratismo aristocrático. Os retábulos barrocos de Estilo Nacional pontuam o altar-mor, onde também se encontra uma imagem de Cristo na Cruz e esculturas de S. Miguel, Santíssima Trindade (em pedra calcária e originária do século XV), Nossa Senhora da Piedade e São Brás (peça tardo-gótica). Referência também para a existência de uma pia batismal em pedra granítica com a cruz da Ordem de Cristo relevada na face (possivelmente do século XIV, bem como diferentes objetos de ourivesaria e marfim.
Sofreu obras em anos recentes.
Grão-Prior do Crato financiou em 1700 a reconstrução da capela-mor (já havia sido intervencionada em 1630) e da sacristia. Também neste ano, as confrarias «mandaram fazer as molduras e painéis do teto da capela-mor como dos dois altares laterais, no que gastaram 110.000 réis».