O Palácio da Carreira, construído nos finais do século XVIII, (entre 1785 e 1808), pelo capitão –mor de Santiago do Cacém, José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, constitui um dos mais característicos solares tardo-barrocos do Alentejo, destacando-se tanto pelas dimensões como pela exuberância decorativa de fachadas e interiores.
Está classificado como Monumento de Interesse Público
Situado no Largo do Capitão-Mor, este palácio, constitui um dos mais característicos solares tardo-barrocos do Alentejo, tanto pela sua exuberância decorativa de fachadas e interiores, como pelas suas dimensões.
De salientar que o palácio sofreu obras nos finais do século XX para o adaptar “às necessidades de habitação atuais”. Procurou-se criar uma divisão em dois registos, alicerçados em piso térreo, andar nobre e no prolongamento do sótão para o exterior, em mansarda de ricos adereços decorativos. A mansarda, espaço de contemplação, com uma varanda de balcão de ferro forjado ornado com leões dourados e rampantes e vista a partir da barbacã do Castelo, apresenta-nos o seu alçado posterior, voltado para o jardim e dominado por uma bela mansarda revestida de azulejos.
O piso térreo, de grande comprimento, alinhou seis janelas gradeadas em ferro forjado, uma porta principal de ombreiras muito simples e duas simples portas rematadas por frontões triangulares. O andar nobre alinhou nove portas e janelas de sacada, com balcão em ferro forjado, com a porta janela central a honrar o andar, com uma decoração mais rica, como se pode verificar pelas sorridentes máscaras e pela bem trabalhada folha de acanto.
O interior do palácio está dividido em várias dependências e apresenta um conjunto de pinturas murais, com revestimentos de azulejaria, que combinam o gosto eclético característico do reinado de D. Maria I com composições claramente neoclássicas, que aqui se substituem ao barroco tardio.
Entre a produção azulejar devem referir-se ainda os painéis do pintor Luís Ferreira, conhecido por “Ferreira das Tabuletas”, possivelmente efetuados na Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego, em Lisboa.
Ostenta ainda jardins e pátios que constituem um dos mais ricos acervos de azulejaria oitocentista do país.
Fonte:https://turismo.cm-santiagocacem.pt/patrimonio-arquitetonico-civil/