Trata-se de uma sepultura com características singulares que a diferencia claramente da maioria dos monumentos sob mamoa do concelho de Sever do Vouga. Neste caso concreto tudo muda. O ritual da morte agora é outro. Deixamos de ter as grandes sepulturas coletivas do neolítico implantadas em amplas esplanadas, para ter esta sepultura individual numa pequena plataforma encostada à base de um relevo.
O próprio topónimo popular “Sepultura do Rei” vem de encontro a este sentido. No fundo, explica o que a sepultura deveria ter sido: a sepultura de alguém importante, pertencente certamente a uma elite social de uma comunidade da Idade do Cobre ou da Idade do Bronze.
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Assim, a Sepultura do Rei é uma sepultura individual definida por uma cista (caixa) de planta retangular com 4 pedras colocadas ao alto com 1,14m de altura e 0,66 m de largura. Na altura dos trabalhos arqueológicos, o seu interior encontrava-se muito revolvido, não tendo sido achadas peças associadas ao enterramento, dificultando por isso uma atribuição cronológica mais correta. A sepultura era tapada por uma tampa e coberta por uma mamoa de planta circular composta de terras e pedras com 12 m de diâmetro, contida por um anel lítico exterior. As escavações arqueológicas permitiram igualmente colocar a descoberto indícios de complexos rituais que se fariam no exterior do monumento. É o exemplo de um empedrado de pequenas pedras em quartzo branco localizado na área fronteira ao monumento, a este, onde certamente se realizariam algumas cerimónias fúnebres. Também no exterior, mas a norte do monumento, foi identificada uma outra estrutura de difícil interpretação. O conjunto de peças recolhidas foi diminuto, como era expectável, resumindo-se ao achado de uma lasca em sílex e a alguns elementos de moinhos manuais reaproveitados na estrutura da mamoa.
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Trata-se de uma sepultura de tradição megalítica em cista provavelmente datável do Neo-Calcolítico, período cronológico pouco ou nada conhecido nesta região.
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Recomenda-se a visita ao Museu Municipal
Este monumento pode ser visitado através do percurso pedestre “Rota do Megalítico” (PR5)